domingo, 6 de setembro de 2015

Legião Urbana: "Não gostaria de ver outro em seu lugar", diz mãe de Renato Russo

A banda Legião Urbana deve voltar a se apresentar com Marcelo Bonfá, Dado Villa-Lobos, o vocalista André Frateschi no lugar de Renato Russo e o baixista Formigão (Planet Hemp). A volta ocorre depois de uma longa disputa judicial pelo nome da banda entre os integrantes originais Bonfá e Villa-Lobos e os herdeiros do espólio de Renato Russo.
A notícia não foi bem recebida por Carmen Manfredini, mãe de Renato Russo, que declarou ao UOL: "Não gostaria de ver outra pessoa no lugar do Junior [Renato Russo]. Mas se eles estão usando o nome da banda, é porque eles devem poder usar. [...] Já estou naquela fase de que eu não sei de nada. Mas, quem é fã, fã mesmo, vai sentir a diferença. Existem muitos cantores que imitam o Junior por aí".



Legião Urbana: Dado e Bonfá emitem nota sobre "retorno" e turnê


Dado Villa-Lobos publicou em sua fanpage no Facebook uma nota oficial escrita por ele e pelo baterista Marcelo Bonfá sobre as informações de um retorno da banda brasiliense com uma nova formação. A nota afirma que uma tour será feita em comemoração aos 30 anos do primeiro álbum, mas frisa que não existe possibilidade de "volta" da banda pois a Legião Urbana acabou com a morte de Renato Russo em 1996.

Imagem


Sobre a série de shows que ele e Bonfá vão realizar, a nota oficial explicou que estes shows fazem parte do relançamento da estréia homônima da banda que completa 30 anos neste ano e que até o final do ano será relançada pela Universal Music numa edição dupla que terá raridades como as músicas que fizeram parte da demo de 1983 que valeu um contrato com a gravadora Emi.
Segue abaixo a nota na íntegra:

COMUNICADO de DADO VILLA-LOBOS e MARCELO BONFÁ
Em 2014, enquanto atravessávamos o difícil processo judicial pelos nossos direitos sobre o nome da banda, acabamos achando - em comunicados como este - uma ferramenta clara de nos comunicar em forma direta com a imprensa e, principalmente, com os fãs da Legião Urbana.
Nesses comunicados dizíamos que, enquanto esse problema não fosse resolvido, não haveria nenhum lançamento da banda. Foi assim que, depois de termos nossos direitos reconhecidos pela justiça, recebemos da EMI - hoje parte da Universal Music - a proposta de lançar uma edição especial do nosso primeiro disco, também chamado de “Legião Urbana”, e originalmente lançado em 1985.
Surgia então o projeto “Legião Urbana - 30 Anos”. Edição especial que além de trazer o disco original remasterizado, vai trazer um outro disco contendo algumas pérolas e raridades cuidadosamente guardadas nos cofres da gravadora. Entre elas estão, por exemplo, as três músicas que a EMI nos convidou para gravar no Rio de Janeiro em 1983, quando éramos um trio de rapazes vindo de Brasília - ainda com o Renato tocando baixo e cantando! Este lançamento da EMI/Universal está previsto para final de 2015.
O processo de mexer com todas essas fitas, de ver aquelas fotos, de ler aqueles textos e, principalmente, de ouvir aquelas primeiras versões das nossas músicas, foi realmente emocionante. Tanto que acabou despertando a vontade de estarmos juntos tocando de novo.
Dessa vontade surgia uma segunda ideia: a de chamar alguns amigos e montar um show para tocar o nosso primeiro disco na íntegra. Mas, para evitar erros ou mal-entendidos, sentimos a necessidade de deixar bem claro que não existe possibilidade alguma de “volta” da Legião Urbana. Como já dissemos inúmeras vezes, a Legião - como banda - acabou junto com a morte do Renato, em 1996. E, ninguém pode substituir o Renato. Único e insubstituível.
Esse encontro onde vamos comemorar os 30 anos do nosso primeiro disco - tocando ele na íntegra - vai levar o nome do próprio disco, e será divulgado da seguinte forma:

DADO VILLA-LOBOS e MARCELO BONFÁ
em
“Legião Urbana – 30 anos”
Como o Renato sempre dizia nos nossos shows: “A gente está aquí no palco, mas a verdadeira Legião Urbana são vocês”. Só que, desta vez, alguns de vocês vão estar no palco junto conosco!
URBANA LEGIO OMNIA VINCIT
Rio de Janeiro | 02 | Setembro | 2015


whiplash.net

Black Sabbath: o começo do fim - banda anuncia a sua última turnê

O Black Sabbath anunciou a última turnê de sua carreira, a se iniciar em 20 de janeiro de 2016. Por hora não se sabe quem será o baterista, mas parece que Bill Ward está mesmo fora, já que nem o vídeo nem o cartaz mencionam o baterista, apenas os outros três integrantes - Tony Iommi, Ozzy Osbourne e Geezer Butler.

As datas anunciadas até o momento envolvem América do Norte, Austrália e Nova Zelândia, confira:
1/20 Omaha, NE Century Link Center
1/22 Chicago, IL United Center
1/25 Minneapolis, MN Target Center
1/28 Saskatoon, SK Sasktel Centre
1/30 Edmonton, AB Rexall Centre
2/1 Calgary, ON Scotiabank Saddledome
2/3 Vancouver, BC Rogers Arena
2/6 Tacoma, WA Tacoma Dome
2/9 San Jose, CA SAP Center
2/11 Los Angeles, CA The Forum
2/13 Las Vegas, NV Mandalay Bay Events Center
2/15 Denver, CO Pepsi Center
2/17 Kansas City, MO Sprint Center
2/19 Detroit, MI The Palace of Auburn Hills
2/21 Hamilton, ON FirstOntario Centre
2/23 Montreal, QB Bell Centre
2/25 New York City, NY Madison Square Garden
Australia/New Zealand Tour Dates
4/15 Perth Perth Arena
4/17 Adelaide Entertainment Centre
4/19 Melbourne Rod Laver Arena
4/23 Sydney Allphones Arena
4/25 Brisbane Entertainment Centre
4/28 Auckland Vector Arena
4/30 Dunedin Forsyth Barr Stadium

 

Fonte: Whiplash

Imagem

Bruce Dickinson: "Sempre lamentei não ter dado um soco em Axl Rose"

Em entrevista para o Journal de Montreal, Bruce Dickinson falou sobre a próxima turnê mundial do Iron Maiden, o novo álbum "The Book Of Souls" e relembrou um curioso episódio do passado envolvendo o Guns N' Roses.



Imagem



Bruce garantiu que Quebec e Montreal estarão na rota da banda na próxima turnê e quando questionado sobre as memórias de suas visitas anteriores ao Canadá, Bruce Dickinson disse com humor que lembrava de uma vez em que ele quis bater em Axl Rose no Colisée de Québec.
O Guns N' Roses abriu o show do Iron Maiden e, de acordo com Dickinson, Axl Rose teria dito ao público que o Maiden só era a atração principal porque falava francês. "Eu deveria ter ido ao palco e dado um soco nele. Como ele poderia se atrever a falar com o meu público desta forma? Eu sempre lamentei não ter feito isso."
Falando sobre "The Book Of Souls", o vocalista do Iron Maiden voltou a comentar a faixa "Tears of a Clown", que foi inspirada pelo suicídio do ator Robin Williams: "Cuidado, isso não é um tributo a Williams. Eu diria que é um lamento sobre a tristeza por trás do rosto do palhaço. Esta é uma canção muito comovente."
Bruce falou também sobre sua recuperação após a cura do câncer e confessou que teve medo de não ser mais capaz de cantar quando soube que estava doente: "Era uma possibilidade", disse Dickinson, que revelou que nunca tinha ficado tão aliviado em sua vida como quando os médicos lhe disseram que seu câncer havia sido derrotado.
"Um enorme alívio, eu era incapaz de falar. Eu não sabia o que fazer. Devo gritar minha alegria? Era a melhor notícia que eu já tinha recebido em minha vida." Dickinson, no entanto, terá que se sujeitar a muitos exercícios para restaurar sua voz antes de ir para a estrada em fevereiro. "Neste momento, estou na fase de cura, então eu não tenho cantado, exceto algumas vezes em casa. Felizmente, o poder ainda está lá. Vamos ensaiar intensamente em janeiro."

Fote: whiplash.net/

Motorhead: Lemmy e o direito de morrer como quiser

Lemmy é uma lenda. Como personagem e autor da própria história, a última página da sua biografia está ainda em branco, e o final dessa história está unica e exclusivamente nas mãos do seu mestre.

Imagem

Nascido Ian Fraiser Kilmister há quase 70 anos, foi roadie de Jimi Hendrix, reinventou-se após ser demitido do Hawkwind. Como frontman, criou uma forma única de cantar e tocar baixo.
Lemmy pode ser comparado à gigantes corporativos do porte de uma Unilever, tantas são as marcas registradas que possui. Ele é todo trademark. A voz, a barba estilo Dom Pedro, a posição do microfone, o timbre do baixo, a maneira de tocar, o lifestyle, a maneira de compor, o folclore ao seu entorno, e até mesmo suas verrugas.
Poderíamos chamá-lo de gênio. Mas ele não deixaria, sempre preferiu caminhar pela simplicidade. Cita Little Richard como um dos ídolos. Diz que sua banda toca rock´n roll, ainda que seus seguidores sejam o público do metal.
Uma vida bem vivida e marcada por excessos e ausência de regras vem cobrando seu preço. É, demorou, mas a conta chegou. Nas entrevistas, o assunto já não é mais quantas mulheres caíram de boca no seu rickenbacker, o tema agora é o tratamento, se parou de beber, se parou de fumar, suquinho de laranja.
Embora a criatividade e a produtividade permaneçam em alto nível, como está provado em Aftershock e nas canções divulgadas do vindouro Bad Magic. No entanto, a energia criativa do trabalho em estúdio não encontra bioequivalência nos palcos. Os pontinhos de bateria que ainda lhe restam, não tem sido suficientes para cumprir a rotina de viagens, translados, horários, passagens de som. E, com isso, vários compromissos tem sido cancelados ou parcialmente cumpridos.
O Motorhead já adiou turnê para aguardar uma melhor condição física de Lemmy, shows foram cancelados, incluindo no Brasil. E outros foram interrompidos, como recentemente nos EUA.
E aí, os coveiros de plantão ganharam força. Jornalistas, veículos de comunicação, arautos das redes sociais, uma verdadeira multidão tem defendido a tese de que Lemmy deveria se aposentar. O mundo do rock se transformou na convenção mundial de peritos do INSS.
“Um absurdo, ele deveria saber a hora de parar, lamentável, a produção deveria se tocar, tem que devolver o dinheiro do ingresso.” Decretaram o seu fim. Tudo devidamente assinado, carimbado, em três vias.
Lemmy viveu a sua vida da maneira que quis. Rápido, intenso, pesado, sujo, como se cada segundo da sua existência fosse a introdução de Ace of Spades, repetida e ininterruptamente. Da mesma maneira que escolheu como viver, ele também tem o direito de escolher como morrer. E se é no palco que ele quer morrer, esgotando o último sopro da sua existência enquanto tenta palhetar seu baixo. Pois que assim seja. Amém.
Quem são vocês que se julgam no direito de opinar sobre como deve ser o último capítulo de mais de 70 anos de um mito? Para todos aqueles que desejam Lemmy sentado no sofá, numa cama de hospital, ou num asilo, uma sugestão: introduza o dedo indicador esquerdo no seu reto, até a altura da falange média, deixe por alguns segundos, retire, e o coloque em seguida dentro da sua cavidade nasal. Esse procedimento pode ser repetido quantas vezes forem necessárias.
Eu particularmante prefiro ver Lemmy subir ao palco e tocar apenas três canções, do que ver muita bandinha que temos por aí tocando 30.
Desejo que ainda possamos vê-lo trabalhando por mais tempo, vencendo a mais pessimista realidade. Que ele continue trabalhando, tocando, compondo, produzindo, ou apenas tentando. E quando a hora chegar, que Lemmy esteja no palco, no backstage, numa passagem de som, num estúdio, de bengala ao lado de uma groupie.
Seja como for, no seu gran finale, é ele quem vai chutar o traseiro da morte.



Fonte: whiplash.net